Poetic Translations

On this page I shall be adding translations and interpretations of some known and less known works, from English to Portuguese and vice versa.

Your views and comments on my translations are very much welcomed.

“A Passion” Sonnet by Viscondessa de Balsemão 1749-1824
Translated by Miguel Montenegro (4 January 2015)

There’s a cruel existence deep in my heart
Feeding of passion, active burning fire;
My life is yours, but that’s not your desire,
Making my sacrífice such a perfect start.

My great love and respect, you can tell apart,
You are the reason for such feelings so dire;
Even so my heart, your captive love inspire,
In this captivity let my love impart.

You’re the reason some times I express complain,
Then in reflection I rethink such action
And retreat to my old feelings without feign.

You are my life, the sole air that keeps me sane:
My soul will cry, under heavens exaction,
With my last breath only your name will remain.

Original
Uma Paixão” Viscondessa de Balsemão 1749-1824

Ainda existe, cruel, ainda em meu peito
se nutre da paixão o fogo ativo;
ainda contra o teu gosto por ti vivo,
fazendo o sacrifício mais perfeito.

Ainda te adoro, ainda te respeito,
vendo em ti de meus males o motivo;
porém o coração, de amor cativo,
no cativeiro vive satisfeito.

Se às vezes contra ti queixumes solto,
do que fiz insensata então me admiro
e aos meus antigos sentimentos volto.

Só por ti vivo, só por ti respiro:
sairá com a minh’alma, em pranto envolto,
teu nome unido ao último suspiro.

D. Catharina Michaella de Sousa César e Lencastre
in “Os Mais Belos Sonetos que o Amor Inspirou” J.G . de Araujo Jorge – 1a edição – 1963

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ODE TO THE GLOBE AMARANTH

November 11, 2015

Shepherds residents in these valleys
Shepherds living in such density
Reveal to us in all honesty
Is Globe Amaranth from dark alleys?

In those distant and neighbouring mounts
You find such tough eternal flower
Alive with unequal tender power
To your loving heart its colour counts.

Even the most simple Rosemary
Preserves the essence of the pansy
With “a love that remains” unwary.

Such shape that time has learnt to fancy
And flower, tender like a berry
No other beauty our Hearts will see.

*translation of the Ode “À Perpétua,  by Her Ladyship The Viscountess Catarina Micaela de Lencastre

Original Ode 
À Perpétua.

Pastores destes vales habitantes
Pastores que viveis nesta Espessura
Quero de vós saber se por ventura
Há no mundo Perpétuas inconstantes.

Nos montes mais vizinhos e distantes
Entre vós a perpétua sempre dura,
Animada daquela igual ternura
De vossos corações firmes e amantes.

Por não ter de Alecrim a variedade,
Conserva sempre o ser de amor-perfeito,
Sem que entre nela o roxo da saudade.

O tempo lhe não muda o raro efeito
E sendo tenra flor, na realidade
Tem duração eterna em nosso Peito.

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AN IMITATION TO THE “ODE OF THE GLOBE AMARANTH”

November 11, 2015

For those livin’ the Minho valleys
In fluid weather under density
Listening to advice, in honesty
Following laws like ancient alleys.

Lonely echoes sounding in the mounts
The Shepherd repeats from his tower
Shouting above trees, with great power
Calling a lover with all that counts.

Their nature is hard as Rosemary
A strength as lively as the pansy
Making “a longing cry” so unwary.

Their rare temper we all could fancy
Sharing freedom for love to carry
No other feelings your Heart need see!

*translation of the “Replica da Ode à Perpétua” by His Lordship The Viscount Luís Pinto de Sousa

Original Ode
Sobre as ondas do Minho os habitantes
Do líquido Elemento e da Espessura
Ouviram seus assentos, que à ventura
Sujeitam as suas Leis sempre constantes.

Aos ecos solitários e distantes
O Pastor os repete e já procura
Gravá-los sobre os troncos, que a brandura
Destes versos em si guardam amantes

Eles têm da Natura a variedade,
A força de animar o amor-perfeito
E de enxugar o pranto da saudade

Vede se pode haver mais raro efeito
Que atar o doce Amor à liberdade
Com o amor divino de teu peito!